sexta-feira, 17 de agosto de 2012

MANUAL DA 1ª MARATONA.



Manual da primeira maratona






Veja algumas dicas sobre o que você deve ou não fazer para obter o sucesso esperado neste dia para o qual se preparou tanto:


Muitos dos corredores que se aventuram nos circuitos de rua têm como objetivo o desafio de um dia completar uma maratona. Provas de 10 km, 15 km como a tradicional São Silvestre, e os 21 km que compõem uma meia maratona são os principais degraus a serem superados antes de se chegar até a grande meta, a primeira maratona.

Algumas coisas podem ajudar, como dicas de atletas mais experientes e a escolha de um percurso relativamente plano e com baixa umidade, mas, o principal mesmo é seguir à risca as planilhas de treinamento.

O ativo.com “recolheu” dicas preciosas para ajudar no sucesso de sua primeira maratona:
O primeiro passo é a escolha da prova. Datas e locais, assim como a altimetria e o clima, devem ser os primeiros fatores a serem considerados. Escolha a data com bastante antecedência e se planeje para fazer provas com distâncias menores como treinos. Confira a trilogia de artigos do colunista do ativo.com Miguel Sarkis sobre a formação de um maratonista.

A escolha de um local onde a família e os amigos poderão torcer por você também são pontos relevantes a serem considerados.

Uma vez devidamente preparado para a prova e depois de já decidido onde e quando será o desafio, a hora é de garantir sua inscrição e cuidar da parte logística, como passagens aéreas/terrestres, hospedagem e traslados, inclusive para a largada da prova, isto se a escolha for longe da sua cidade.

O passo seguinte é escolher o material e a suplementação que serão utilizados no dia. Tênis, roupas, se vai usar boné/viseira, óculos escuros e se preparar para levar géis e outros suplementos que serão consumidos no dia.

Nunca deixe para estrear aquele tênis novo, ou tomar aquele gel que ainda não conhece neste dia. O importante é que você já esteja habituado com todo o equipamento, assim evitará surpresas desagradáveis .

No caso de escolher uma prova em outro país, planeje-se para viajar e chegar pelo menos quatro dias antes , assim terá tempo suficiente para se recuperar das longas horas de voo e dará o tempo certo para seu organismo se acostumar com outro fuso horário.

Se estiver em uma cidade ou país diferente, não faça passeios nos quais precise andar muito antes da prova. O momento é de descansar, se hidratar bem e comer somente aquilo que já está acostumado e que lhe foi recomendado pelo treinador. Aproveite para rever o percurso da prova na Internet, assim como os postos de hidratação, e mentalizar como será a sua prova.

Procure deixar tudo pronto na véspera, número de peito afixado, géis e outros suplementos que serão consumidos já separados, chip preso ao tênis (no caso de ser entregue junto com o kit) e tudo mais que será utilizado no dia.

No dia da prova, procure acordar com pelo menos três horas de antecedência, assim terá tempo suficiente para ir ao banheiro com calma, tomar café e chegar para a largada uma hora antes. Esta hora servirá para você se aclimatar com o evento, alongar e aquecer-se bem e se posicionar o mais na frente possível.

Tocada a buzina, não deixe a emoção tomar conta e lembre-se que você terá 42 km pela frente, portanto calma, nada de olhar para os corredores ao lado e querer acompanhá-los.
Procure seguir às riscas as instruções passadas por seu treinador ou nutricionista a respeito da suplementação na hora da prova e da hidratação nos postos disponíveis.
E se em algum determinado momento da prova o cansaço falar mais alto, respire fundo e pense em tudo aquilo que fez para chegar aonde chegou e se inspire para cruzar a linha de chegada no seu ritmo.







DICAS DAI FITNESS!




















CORRER 10 KM

CORRER 10 KM





Os 10 km são, por muitas razões, uma distância ideal e referencial de corrida. Nela, a dedicação ao treino faz mais diferença do que nos 5 km e realmente se faz refletir nos resultados. Não basta ter pique, é preciso conseguir segurar esse pique até o fim. Ao mesmo tempo, é uma distância que não sobrecarrega tanto os músculos e o sistema fisiológico, permitindo uma recuperação relativamente rápida – o que quer dizer que você pode competir ou treinar nessa distância sempre. Se você já tem uma base de treino consolidada, pode fazer provas de 10 km a cada duas semanas, sem ver seu rendimento despencar. E se o seu negócio é correr por prazer, pode treinar os 10 km até quatro vezes por semana. Isso sem falar nos recursos psicológicos que os treinos e provas nessa distância proporcionam aos atletas. Uma vez que você tenha feito seu primeiro 10 km com rendimento positivo ou batido sua marca pessoal nessa distância, você terá muito mais recursos para encarar novos desafios, como uma meia ou uma maratona. Mesmo que você não esteja pensando em competir nos próximos meses, trabalhar seus 10 km trará muitas melhoras para sua corrida, exigindo um volume de treino relativamente pequeno – perfeito para temporada de férias, quando o tempo livre parece ganhar mais significado. Com a consultoria de técnicos e médicos especializados, a O2 te mostra o caminho para os melhores 10 km da sua vida.


CALCULE SUA MARATONA.


O vínculo entre a maratona e os 10km é tão grande que centenas de fórmulas foram criadas buscando um correlação matemática entre as duas distâncias. "A fórmula que me chamou mais atenção pelo grau de precisão é a do Dr. Dave Martin", diz Lauter Nogueira. "Ela usa a melhor marca do corredor nos 10km para prever seu tempo na maratona, desde que tenha treinado para tal", explica. Segundo Lauter, a fórmula serve tanto para um recordista quanto para o leitor que já completou, com muito orgulho, provas de 10km e sonha com a "mãe de todas as corridas de rua".


Maratona = 4,76** x Y, onde:


Maratona = predição de tempo de maratona


 4,76 = constante encontrada por Martin


 Y = seu melhor tempo nos 10km


 * Constante para corredores com tempo no 10k acima de 33'. Para corredores com tempo entre 30' e 33', utilizar a constante 4,70. Para corredores com tempo abaixo de 30', utilizar 4,65.


Por que correr 10 km.


Se você é iniciante e está curtindo correr as provas de 5 km ou 6 km, preparar-se para os 10 km é a sua garantia de diversão: enquanto as provas de 5 km são raras no calendário, tem sempre uma corrida de 10 km acontecendo no final de semana, esperando sua participação. Ao contrário das distâncias mais longas, você não precisa de muito tempo para treinar. Sessões de uma hora são mais do que suficientes, sem grandes treinos de rodagem – perfeito para quem não tem paciência para correr horas a fio. Os 10 km exigem não só resistência nem só velocidade, mas uma mistura dos dois. “É uma distância que desenvolve a tolerância ao esforço da corrida”, diz Luis Fernando. Esse ganho de força e de velocidade é feito através dos treinos de tiro e de fartlek. Por ser uma distância relativamente curta, os 10 km possibilitam ao atleta que busca melhorar sua marca correr próximo ou até acima do limiar anaeróbio. O treino nessa faixa “empurra” o limiar anaeróbio para cima – se antes era 165, depois de alguns meses de trabalho direcionado o limiar pode subir para 170, por exemplo. Na prática, isso significa que o corredor poderá acelerar mais e por mais tempo mantendo-se dentro da zona aeróbia, em que o corpo consegue eliminar as toxinas e a fadiga demora mais a chegar. Os 10 km são pré-requisito para uma boa performance em distâncias mais longas. “Se você melhora os seus 10 km, melhora também os 21 e a maratona. O contrário já não acontece”, explica Luis Fernando. Se o seu objetivo são os 21 ou os 42 km, os 10 km servirão para trabalhar seu ritmo de prova e a velocidade de suas pernas, além de lhe dar experiência de competição. “O corredor de 10 km que depois migra para as provas longas não tem medo da intensidade, possui a mecânica correta do gesto de correr forte e terá uma boa explosão para as chegadas”, diz o técnico Lauter Nogueira, treinador de atletas de elite de atletismo, diretor técnico da Confederação Brasileira de Triathlon e coordenador da equipe olímpica de triatlhon. “Os maratonistas que fazem provas de 10 km estão sabiamente melhorando seus limites orgânicos. Eles estão empurrando para cima seu limiar anaeróbio e, com isso, diminuindo em alguns segundos por quilômetro seu ritmo de maratona”, explica Lauter. Os 10 km fazem seu corpo trabalhar num ritmo mais intenso do que numa prova longa, por mais tempo do que numa prova curta. “Provas de 10 km em rua ou em pista são padrão para alcance de marcas expressivas em maratona. Hoje, um fundista que aspira ser um maratonista nível A (abaixo de 2h12m) tem de ter uma marca no 10 km abaixo de 29 minutos”, compara Lauter Nogueira.


LEGENDA


L Corrida leve (trote): 70% a 75%da FC Máxima


P Progressivo (aumenta-se a intensidade ao longo do tempo): até 75% da FC Máxima


A Andando


R Ritmo (no limite do confortável): 70% a 80% da FC Máxima


Treinos intervalados: até 90% da FC Máxima


Planilhas elaboradas pela técnica Eliana Reinert, do Projeto Correr.


Iniciantes – 10 km em cerca de 1h10.


Como treinar:

É importante adaptar a musculatura à distância, aconselha Luis Fernando Bernardi, técnico da equipe de corrida Find Yourself. “Se o iniciante ainda não consegue correr 10 km, ele deve andar os quilômetros que faltam para completar essa distância. Assim, os músculos já vão se adaptando e o condicionamento cardio-respiratório vem depois”, explica. Se você consegue correr 7 km, ande os outros três, mas não deixe de completar os 10 km. Treinar para os 10 km implica em aumentar o volume de treino (tempo de corrida total na semana). Isso vai melhorar sua base aeróbia, que será útil em todas as futuras fases de seu treinamento. Seu treino longo ficará mais longo. Para não se entediar, busque percursos agradáveis, convide os amigos corredores ou treine ouvindo música. Você também pode descobrir quanto tempo leva para correr 10km num certo ritmo e usar o tempo como “medida” para correr em locais diferentes, onde você não tem certeza da distância. Para a primeira corrida de 10 km, é importante que você ache o ritmo ideal de prova, que possibilite você terminar a corrida sem “pifar” nem se poupar demais. “Dentro dos treinos, o corredor deve trabalhar o ritmo que ele pode assimilar para os primeiros e para os últimos 5 km de prova. O tempo nos 5 km serve como referência para os 10. Sem ele, não dá para planejar o ritmo. Exemplo: se você corre 5 km em 30 minutos, numa prova de 10 km deve buscar passar pela marca dos 5 em 32 ou 33 minutos, aumentando de 10 a 20 segundos o tempo que você leva para fazer um quilômetro. Na hora da corrida, tente fazer os cinco primeiros quilômetros num ritmo forte mas confortável, abaixo do seu limiar anaeróbio. Deixe para entrar na zona anaeróbia na última metade. Assim, quando você tiver acumulado muito ácido lático, a prova já terminou.


INTERMEDIÁRIOS – 10 km entre 45 e 50 minutos.

Como treinar:



Prepare-se para treinar mais intensamente. Isso significa aumentar, dentro da sua programação de treinamento, a quantidade de treinos de qualidade, onde trabalha-se a velocidade. O corredor pode fazer trabalhos específicos de ritmo e intensidade até duas vezes por semana. O volume de treino não precisa ser tão alto, pode ficar entre 30 e 60 por semana. Mas é preciso ter intensidade. Se seu objetivo é baixar seu recorde pessoal numa prova, comece a treinar especificamente para isso no mínimo seis semanas antes da corrida. Essa fase será importante também para descobrir o ritmo ideal de prova. O recorde pessoal é construído no dia-a-dia. O atleta vai aprendendo a conhecer e controlar o próprio corpo para saber distribuir o ritmo ao longo a prova e assim melhorar sua marca. 



AVANÇADOS – 10k entre 38 e 42 minutos.


Como treinar:


Quanto mais treinado você tiver, mais difícil será baixar seu tempo e mais diferença farão os pequenos detalhes. A técnica e a mecânica de corrida devem ganhar mais atenção para corrigir possíveis falhas que o façam perder energia. Técnica, eficiência e leveza na corrida são essenciais para um melhor aproveitamento. Se você é maratonista, não está satisfeito com suas marcas e quer baixar seu tempo nos 10 km para melhorar na maratona, aí vão algumas dicas de Lauter Nogueira:


 - dê mais atenção aos treinos de qualidade: fartlek, tiros e treinos de resistência contínua (4 a 8km próximos do limiar anaeróbico);


 - diminua de 15% a 20% seus treinos mais longos da semana. Se seu longo tinha 20km, deixe-o com 16, por exemplo.


 - crie uma rotina semanal onde os treinos de alta intensidade não estejam muito próximos, pois existe um tempo relativamente grande para o organismo absorvê-los e reequilibrar-se. Espere pelo menos 48 horas entre um e outro. Entre eles, faça um treino recuperativo, com baixa intensidade.


Observações:


 A freqüência cardíaca máxima varia de corredor para corredor e depende de fatores como idade, histórico esportivo, e carga genética. Para garantir um treino seguro e saudável, a FC máx deve ser estabelecida através de exames específicos como o ergoespirométrico e o teste de lactato. Outra opção é o teste dos 1000m: depois de aquecer correndo leve por 10 minutos, percorra mil metros no menor tempo possível e meça sua freqüência cardíaca ao final desse esforço. Essa será, aproximadamente, sua FC Máxima. Importante: não faça esse teste sem antes passar por uma avaliação física, principalmente se você tiver mais de 50 anos ou apresentar problemas cardíacos.


 Nos treinos de tiros, esperar a freqüência baixar até 120bpm antes de sair para a próxima aceleração.


 Nos tiros com mais de 1000m, o ritmo deve ser forte e constante, mas sem exageros para que se consiga completar a distância.


 Dose a intensidade para conseguir fazer todos os tiros sem "quebrar".


As diferenças entre 10 km e as outras distâncias.

 Para um corredor iniciante, correr 10 km pode ser tão difícil quanto os 42 km são para um maratonista. Mas, deixando de lado essa relatividade, os 10km possuem características que se aplicam a todos. "Quanto menor a distância, maior a possibilidade do corredor manter um ritmo mais forte, acima do limite aeróbio dele", explica o fisiologista Renato Lotufo, colunista da O2. "Por isso mesmo, ao final dessas provas o corredor tem um maior acúmulo de ácido lático, que é produzido quando estamos trabalhando de forma anaeróbia", completa. Não que no 10 km não haja um trabalho aeróbio; a diferença é que a parcela de trabalho anaeróbio no total do treino é maior.


 Enquanto na maratona o principal combustível é a gordura, nas provas de até 10k a energia vem primordialmente do glicogênio muscularm que é a forma em que o carboidrato se armazena nos músculos. Mantenha seus estoques desse nutriente ingerindo boas quantidades de carboidrato de rápida absorção (frutas, pão, gel) antes das provas. Mas não exagere: o gasto calórico de uma corrida de 10 km é bem menor do que o de uma maratona, independente da intensidade ou velocidade.


 Outra diferença é quanto ao tipo de fibra muscular solicitada. Nos 42 km, as fibras mais usadas são as lentas, enquanto nos 10 km usa-se mais as fibras rápidas, responsáveis pela explosão muscular. "A mecânica do movimento é a mesma, os músculos exigidos são os mesmos. O que muda é o tipo de fibra predominante", diz Lotufo.





DICAS DAI FITNESS!



















DICAS - CORRA MELHOR

Dicas - Corra Melhor




Correr pode ser um esporte, uma terapia,um hábito, um jeito, uma atitude, um encontro, uma alegria, ou qualquer outra coisa, desde que o faça sentir-se bem. Para que você possa sentir esta sensação de bem estar, aqui vão algumas dicas para correr com segurança, melhorar seu desempenho e atingir seus objetivos.



  • Não existe idade para correr. Existe cuidado para correr. A corrida não tem preconceitos e sim restrições.
  • Correr é tão natural quanto andar, mas exige um esforço maior. Por isso, faça um check-up de seu estado de saúde antes de iniciar um programa de corrida. Você vai sentir-se muito mais seguro e confiante para ir em frente.
  • Correr ou caminhar, como exercício físico, exige técnica. Se você tem dúvidas em relação a isso, oriente-se com um profissional especializado.
  • Uma boa corrida pode começar com um bom calçado. Verifique a sua pisada e adquira um tênis adequado ao seu formato de pé.
  • Uma regra importante e muito esquecida por quem corre é amarrar bem o seu tênis. Dê um laço forte e prenda-o entre o trançado e a língua. Dessa forma dificilmente ele irá lhe atrapalhar, interrompendo sua corrida.
  • Alongar antes e depois da corrida preserva o comprimento dos músculos, prevenindo lesões. Por isso, não deixe de cumprir esta etapa importante de sua corrida.
  • Não existe trabalho e nem corrida sem descanso. A sua falta pode desencadear sintomas desagradáveis em seu corpo, relacionados ao stress. Cuidado com o excesso de treinamento, também conhecido como overtraining.
  • Correr todos os dias é restrito às pessoas com excelente preparo físico, ainda que, com muito critério. Por isso, não banque o super-herói; seu corpo pode não gostar.
  • Quem corre, está sujeito a machucar-se. Em caso de lesão muscular ou de partes moles, a aplicação de gelo, como conduta de primeiros socorros, diminui edema, dor e inflamação. Faça a aplicação de gelo no local, por 20 minutos e procure orientação médica. Por esse efeito benéfico, o gelo pode ser usado ainda, na recuperação pós-treino. Basta aplicá-lo pelo mesmo tempo nos pontos que se desgastaram mais, que geralmente estão próximos às articulações.
  • Dor significa que algo não está legal. Mesmo que pequena ou esporádica, não a ignore e lembre-se que o uso indiscriminado de anti-inflamatórios é paliativo e pode fragilizar muito mais a sua provável lesão. O mais sensato é procurar orientação médica.
  • Reposição de líquidos durante performances de longa duração é fundamental para o organismo de quem corre. A água é o melhor deles. Beba-a no máximo a cada 20 minutos de corrida.
  • Corridas de longa duração como as maratonas podem exigir a suplementação de nutrientes. Carboidratos em gel, maltodextrina diluída em água, isotônicos, pílulas de sal, são os usados habitualmente. Faça isso apenas, sob orientação técnica de profissional especializado.
  • Correr em jejum não é bom. Coma algo energético pelo menos uma hora antes da corrida. A quantidade vai depender da intensidade da corrida, e do seu bom senso em saber como estão os estoques de energia em seu corpo.
  • A corrida e a mudança de hábito alimentar são meios eficientes para quem está pensando em emagrecer. Faça-os de forma equilibrada, que certamente atingirá seus objetivos.
  • O uso do frequencímetro durante a corrida restringi-se a cada caso. Seu uso constante pode inibir a melhora de sua performance.
  • A esteira, não substitui a corrida de rua, pois nela há perda da especificidade do movimento. Mas não deixa de ser uma boa aliada, principalmente nos dias de chuva.
  • Quando for participar de uma prova ou competição, certifique-se do percurso antecipadamente e monte uma estratégia de prova.
  • A musculação para quem corre é importante para fortalecimento do sistema músculo-esquelético, permitindo-lhe suportar uma carga maior de treinamento.
  • Um programa de condicionamento para corrida pode envolver a prática de várias atividades na sua preparação como: musculação, spinning, natação, além dos treinos de corrida. Se você tem pouco tempo para treinar, opte apenas por correr.
  • A temperatura ambiental tem influência direta sobre a corrida. As baixas exigem uma solicitação maior de carboidratos como fonte de energia e requerem um aquecimento mais longo, enquanto que as altas sugerem o uso de roupas leves que facilitem a transpiração, além de muita hidratação.
  • Ter companhia para correr, no mesmo ritmo que você é fundamental para garantir a motivação. Encontre-a!
  • Para correr uma grande distância é necessário muito mais do que preparo físico. É necessário disciplina e persistência. É necessário superação. É necessário correr com prazer de correr.









DICAS DAI FITNESS!

CORRER EMAGRECE; VEJA AS DIFERENÇAS DA CORRIDA DE RUA E DA ESTEIRA


Exercícios aeróbicos intensos como a corrida são muito eficazes para quem quer perder peso. Essa prática virou moda e ela pode ser classificada em duas categorias: corrida de rua e na esteira. Para quem pensa que ambas têm o mesmo efeito, está bem enganado. Existem diferenças básicas entre as duas modalidades. Veja qual mais se encaixa no seu objetivo e comece a correr desde já. De acordo com o personal trainer Alexandre Bró, a principal diferença é que quando corremos na rua precisamos deslocar nosso corpo para frente através da alavanca da nossa passada, enquanto na esteira, a alavanca de transferência é feita pelo movimento da própria esteira. Mas o que isso significa na prática? Por conta do esforço ser maior quando fazemos corrida de rua, acabamos fazendo a atividade com maior intensidade e, desta forma, gastamos mais calorias. Porém, da mesma maneira que a corrida de rua exige maior esforço, ela também oferece mais impacto, ou seja, mais riscos de lesões à médio e longo prazo. Segundo Maurício Póvoa Barbosa, ortopedista e médico do esporte da Clínica Orthobone, as esteiras oferecem até 30% menos impacto que a corrida de rua por conta da tecnologia dos equipamentos. "Neste caso, uma boa solução para a rua é alternar o tipo de terreno para grama ou terra, medida que ajuda a diminuir o impacto", afirma o personal trainer Alexandre Bró. Outra diferença é que na esteira, há controle da intensidade do exercício, já que o equipamento mantem a velocidade programada e pode ser 100% plana, ou seja, sem aclive ou declive. Já na rua, o ritmo oscila de acordo com a inclinação das ruas e o cansaço do corredor. Para iniciantes que ainda não têm o hábito de correr, a dica é começar aos poucos, independente de qual das modalidades escolher. "O mais importante para quem está começando é promover um aumento gradativo das distâncias e alternar corrida e caminhada", diz Alexandre, que também recomenda treino de musculação para preparação do corredor. "Muitas vezes nosso pulmão e coração tem energia de sobra, mas nossas articulações, músculos e tendões não. Então, é importante promover um fortalecimento adequado para evitar lesões", complementa. Veja as principais diferenças entre corrida de rua e na esteira, de acordo com os especialistas, e escolha qual mais se encaixa no seu objetivo:




Rua

Há maior esforço para correr na rua, porque precisamos deslocar nosso corpo para frente através da alavanca da nossa passada, enquanto na esteira, a alavanca de transferência é feita pelo movimento da própria esteira;


Pode ser praticada em qualquer lugar, sem pagar nada;

O ritmo oscila de acordo com a inclinação das ruas e o cansaço do corredor;

A resistência do vento representa um esforço até 10% maior;

Há também uma maior motivação em correr entre paisagens dinâmicas;

A troca de calor do corpo com o ar fresco favorece a manutenção da hidratação corporal e da regulação térmica.





Esteira.

A tecnologia das esteiras é capaz de amortecer o impacto em torno de 10% do peso corporal e assim evitar lesões à médio e longo prazo, o que não acontece na corrida de rua;

O treino na esteira geralmente é mais monótono, porque é feito em locais fechados, mas há possibilidade de assistir TV, por exemplo, enquanto estiver correndo;

Nesse caso, a prática independe das condições do tempo (chuva, frio) já que é feita em ambiente fechado;

O ritmo é constante, ditado pela esteira;

O treinamento em esteira nos possibilita ter total controle do que está acontecendo durante o treino, como gasto calórico, frequência cardíaca, velocidade e inclinação. E um treino intervalado ou fartlek onde você corre 2 minutos forte e 2 fracos, por exemplo, você pode estar controlando a distância, sabendo exatamente que distância percorreu em cada intervalo, podendo assim verificar se está conseguindo manter o esforço proposto.





DICAS DAI FITNESS!


CAMINHAR OU CORRER?



Caminhar ou correr?





Quando se fala em promover a saúde, a caminhada é suficiente. Entretanto, a corrida proporciona benefícios extras, como a melhora do condicionamento cardiorrespiratório e da composição corporal. A prática também garante o bem-estar ao liberar endorfina – neurotransmissor responsável pela sensação de prazer.


Em contrapartida, os corredores estão mais suscetíveis a lesões nas articulações que os praticantes de caminhada. "Essas lesões podem ocorrer se a corrida for feita numa intensidade inadequada e sem a ajuda de um profissional qualificado", adverte o fisioterapeuta. Em relação à periodicidade dos treinos, em geral, como o exercício provoca um processo inflamatório muscular, o ideal é realizar intervalos de 48 horas entre um treino e outro.


Contraindicação: quem já teve lesões no aparelho locomotor – ossos e músculos – não deve adotar a corrida, mas a caminhada. Para quem está acima do peso e quer começar a praticar corrida, o ideal é optar por uma atividade de menor impacto – como a natação ou a bicicleta – para perder um pouco dos quilos em excesso e, só depois, começar a correr com segurança e conforto.



Quem for treinar sozinho não deve se esquecer: vestimenta adequada, tênis, freqüência, duração. Respeite suas condições atuais e não deixe de fazer um trabalho de fortalecimento muscular para dar suporte às articulações e prevenir lesões.








DICAS DAI FITNESS!

CORRIDA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER!



Corrida: O que você precisa saber.








Um estilo de vida saudável, que inclui alimentação e a prática de exercícios, é capaz de prevenir doenças e retardar o que os médicos chamam de “relógio biológico” do envelhecimento. Hoje, mais do que nunca, atividade física faz parte de qualquer tipo de prescrição médica voltada a qualquer idade. Mas os médicos vão além.

É consenso entre eles que o que você faz hoje (principalmente a partir dos 30 anos) resultará em uma velhice com mais ou menos qualidade de vida.

A partir da terceira década para as mulheres e da quarta, para os homens, começa o processo de degeneração das células. Por isso, as pessoas precisam fazer atividade física para chegar à terceira idade saudáveis. Para manter-se jovem a opção mais saudável é correr. É bom para o corpo e para a mente, não tem limite de idade para praticar e sempre é hora de começar (mas consulte um médico antes).

Correr é um esporte vicioso, pois traz um enorme bem estar e muitos benefícios. Colocamos abaixo tudo o que você precisa saber sobre corridas e dicas importantes para praticar este esporte.

Faça uma avaliação física antes de iniciar um programa de corrida. Não esqueça dos alongamentos antes e depois de correr, além de fazer um trabalho específico de flexibilidade pelo menos duas vezes por semana. Use um tênis adequado ao esporte e ao seu tipo de pisada. Controle a alimentação, ingerindo alimentos com baixo valor calórico, evitando açúcar e gorduras. Tenha sempre o acompanhamento de bons profissionais.

Experimente correr com grupos de treinamento de corrida. O estímulo, sem dúvida, é muito maior. Corra com regularidade e torne o esporte um hábito em sua vida. Melhore suas marcas. Aumente o seu limiar aeróbio. Aumente a força muscular, pois o treinamento de resistência potencializa cada músculo exigido na corrida. Treine musculação pelo menos três vezes por semana. Faça um trabalho de fortalecimento, principalmente, dos tornozelos, panturrilhas e músculos que reforçam os joelhos. Não tenha pressa para aumentar distâncias ou a velocidade de corrida, deixe que isso aconteça gradativamente.

Faça incrementos de carga suaves e gradativos. Sempre que possível corra de manhã, pois se você deixar para correr no final do dia, poderá estar atrapalhado com seus afazeres ou estar muito cansado das atividades que fez. Corra de preferência na mesma hora, acostumando assim o organismo à atividade. Desta forma, quando você não correr, sentirá falta.

Não corra todos os dias da semana, procure alternar a corrida com outra atividade aeróbia, como natação, bicicleta, step, spinning. Controle a freqüência cardíaca (entre 60% e 75% da freqüência cardíaca máxima, para iniciantes). Se concentre nos treinos. Siga um programa com treinos progressivos e reavalie o treino periodicamente (a cada dois meses). Muitos corredores acham que o maior número de lesões ocorre durante um treinamento de velocidade, mas as lesões ocorrem por: excesso de volume (muitos quilômetros), ter antecedentes de lesões e falta de descanso. Alterne corridas na esteira e na rua. Na esteira não há a resistência ao vento, ocorrendo um esforço menor do que correr ao ar livre. Na rua, além da força do vento, você tem que fazer toda a força para executar a corrida sem impulso da esteira, ficando um pouco mais difícil. Mas, cuidado com o trânsito. Corra na conta-mão para visualizar os carros e cuidado com os buracos e desníveis do chão.

Você já teve aquela dor no abdome enquanto corre? Esta dor é normal, principalmente para iniciantes. Isto se chama flato e ocorre porque o diafragma não está costumado com as subidas e descidas que as contínuas passadas da corrida provocam. À medida que o seu condicionamento melhora isto desaparece. Evite mudanças bruscas de velocidade no começo.

Isto também produz o flato. Se você é iniciante, não estabeleça distâncias para percorrer. Ouça o seu corpo. No começo o melhor é construir uma boa base de resistência, correndo por um determinado tempo pré-determinado, sem se importar tanto com a distância. Quando já estiver com um bom condicionamento, aí sim, você poderá traçar (junto ao seu técnico) um objetivo como completar 10 km em 1 hora. As dores provocadas pelo exercício são causadas por microtraumatismos nos músculos e tendões. O melhor modo de evitar este mal é não fazer mudanças bruscas nos treinos que não ofereçam tempo suficiente para o seu corpo se adaptar.

O desempenho feminino é pior na fase da menstruação e uma semana depois da ovulação, pois a progesterona, um hormônio chave, alcança nestes períodos, seu nível máximo. Todos os treinos devem ser iniciados com trotes leves e estes devem se repetir no final do treino (para que a sua freqüência cardíaca e respiração voltem ao normal). A constância nos treinos é a chave da melhora de resultados. Alterne a intensidade das corridas, incluindo rampas, ladeiras e aumentando a velocidade de acordo com o programa que o seu técnico irá montar. E boa corrida
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Breve histórico da corrida.

Nos jogos olímpicos, as corridas faziam parte do Pentatlon, que era uma das provas mais características entre os gregos, e sua finalidade era provar a habilidade geral dos atletas.

A Primeira prova realizada, no setor das corridas foi a de 200m, que correspondia ao comprimento do estádio. As escavações efetuadas nos revelaram a existência das linhas de saída, feitas com pedaços de mármore, fixadas no chão, com ranhuras pra os pés dos atletas. Nos dando entender que usavam a saída de pé, adotada em 1888, ao invés da forma agachada, utilizada nas corridas oficiais.

A última edição dos jogos olímpicos gregos foi em 393 da era cristã, sendo abolido pelo imperador Teodósio, de Roma. Somente, em 1894, nasceu à idéia da reconstituição dos jogos pelo Barão de Coubertin, e aceita em 1896, em Atenas, onde se realizou a primeira olimpíada. E até hoje a corrida é uma das modalidades essenciais dos jogos olímpicos
.


Será que a corrida é um esporte indicado pra mim?


A corrida pode ser praticada por qualquer indivíduo, desde que a pessoa tenha capacidade física para tal, ou seja, que a intensidade do esforço seja compatível com sua capacidade funcional e o trabalho aeróbio executado recomenda a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva (SBME). Para aqueles que já caminham e que possuem condicionamento físico, a corrida passa a ser natural, pois o esforço exigido para manter a mesma freqüência cardíaca no treino obriga a acelerar o passo.

É essencial que se faça exames antes da prática da atividade física para identificar possíveis doenças ou limitações físicas que impeçam a prática da corrida, descobrir o estado nutricional do corredor, verificar se ele usa medicamentos e qual é o seu nível de condicionamento físico.

Em última instância, a soma desses resultados vai determinar como será a planilha de treinamentos. Todo exame se inicia pela consulta médica e, pensando em atividade física, ela deve ser feita com um médico do esporte para um exame clínico e do aparelho locomotor. Baseado nesta análise inicial, o médico pode solicitar exames complementares, como o teste ergométrico de esforço, entre outros.

A corrida não deve ser praticada por pessoas com doenças cardiovasculares nas quais a intensidade da corrida seja contra-indicada, nem por pessoas que tenham doenças degenerativas nos membros inferiores, principalmente as artroses de quadril, joelho e tornozelo.

A corrida pode ser realizada com vários níveis de intensidade, dependendo do terreno, clima, objetivos de treinamento e nível de aptidão do executante. Isso ira depender de qual é o seu objetivo com a corrida, uma vez que os objetivos podem ser os mais variados, como diminuição do peso corporal e percentual de gordura (emagrecimento), melhora da circulação sangüínea, diminuição da freqüência cardíaca em repouso e atividade, assim como diminuição da pressão arterial, entre outros.

Benefícios da corrida.

Correr traz um número incontável de benefícios para a qualidade de vida do indivíduo. Num documento que apresenta o posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, publicado em 1999, os principais efeitos benéficos da corrida seriam:

- redução do peso corporal
- maior controle dos níveis de colesterol
- aumento da capacidade cardiorrespiratória
- redução dos riscos de infarto
- aumento da massa muscular
- melhor controle da pressão arterial de repouso
- auxílio para regular a glicemia (a taxa de açúcar no sangue), evitando que os níveis de glicose se elevem, e para aumentar a captação desse açúcar pelas células. Para muitos indivíduos diabéticos, isso resulta numa significativa redução de medicamentos.

Estudos comprovaram que a corrida mantém a reserva funcional. Ou seja, na transição dos 30 para os 40 anos de idade iniciasse um processo de diminuição da Reserva Funcional (RF) - mecanismo pelo qual nos adaptamos às sobrecargas funcionais (resposta do músculo a uma solicitação do organismo) - mas a partir de uma faixa etária ela é imperceptível. A diminuição da RF significa que os órgãos ou sistemas tornam-se menos capacitados para responder ao aumento da demanda. Se a pessoa pratica atividade física com regularidade, consegue manter a Reserva Funcional em seu patamar mais elevado, o que permite uma resposta adaptativa semelhante à de grupos etários mais jovens.

Assim sendo, podemos dizer que correr é bom para o:

Circulação: o sangue circula mais pelo corpo, aumentando a entrada de oxigênio nos tecidos e otimiza a função dos órgãos.

Rins: o aumento da circulação melhora a função do rim, que filtra o sangue e reduz o número de substâncias tóxicas que circulam pelo corpo.

Sono: o organismo aproveita melhor as horas de sono. É nesse momento que o corpo relaxa e absorve os ganhos fisiológicos do exercício.

Cérebro: aumentam os níveis de serotonina, neurotransmissor associado à depressão. Em baixos níveis, o hormônio é associado às alterações do sono, vontade de comer doce e depressão.

Perda de peso: uma pessoa de 70 kg queima cerca de 450 calorias a cada hora de corrida.

Glicemia: as taxas de glicose caem e as células se tornam mais sensíveis à insulina, o que reduz os níveis de açúcar no sangue.

Ossos: a corrida estimula a formação de massa óssea ajudando a prevenir lesões como a osteoporose.

Pressão: a corrida promove maior elasticidade dos vasos sangüíneos, o que ajuda a manter a pressão baixa.

Pulmão: corredores têm menos risco de contrair infecção respiratória, já que, com a corrida, a função do pulmão é maximizada - principalmente na porção superior.

Colesterol: os níveis de HDL (colesterol “bom”) aumentam e os níveis de LDL (colesterol “ruim”) diminuem.

Estresse: o hormônio cortisol, liberado quando a pessoa está estressada, é queimado durante a corrida, diminuindo a carga de estresse.

Coração: a corrida ajuda a fortalecer e melhorar a eficiência. Gradativamente o atleta tem capacidade para bombear mais sangue com menos esforço (batimentos cardíacos
).

Quanto e como devemos correr.
O treinamento começa com caminhadas leves a moderadas que irão sofrer aumento no ritmo das passadas com o tempo, até que depois de um tempo cheguem ao trote, daí continua até que o indivíduo consiga correr sem parar durante alguns minutos.

Isso porque a queima de gordura precisa de exercício contínuo e prolongado, num ritmo de leve a moderado, sem grandes oscilações da freqüência cardíaca. A freqüência cardíaca é muito individual. A exaustão de um atleta pode não ser igual à de outro. Com o exame ergométrico, é possível trabalhar na faixa de queima de gordura e evoluir à medida que o corpo ganha condicionamento.

O dispêndio de energia pode ser quantificado de duas maneiras: durante a atividade real ou durante a atividade em esteira no laboratório, se controlado a velocidade e a inclinação da mesma.

Trotar e correr são termos qualitativos que se relacionam à velocidade com que o movimento é realizado. Essa diferença é determinada, em grande parte, pelas necessidades energéticas aeróbias relativas indispensáveis para elevar e abaixar o centro de gravidade do corpo e acelerar e desacelerar os membros durante a corrida.

Para velocidades idênticas de corrida, um fundista altamente condicionado, corre com um percentual mais baixo de sua capacidade máxima do que um corredor destreinado, apesar do consumo de O2 poder ser semelhante para ambas às pessoas. Assim, a diferença do que é trote e o que é corrida vai depender do nível de aptidão do participante; o que é um trote para uma pessoa pode ser uma corrida para outra.

Do ponto de vista energético, é mais econômico interromper a caminhada e começar a trotar ou correr a velocidades superiores aproximadamente 8km/h.

De acordo com Mcardle, a relação entre o consumo de oxigênio e velocidade da corrida é linear, o custo calórico total para correr determinada distância é aproximadamente o mesmo, quer o ritmo seja rápido ou lento. Quando corremos a velocidade de 10 milhas/h uma determinada distância, será necessário o dobro de energia por minuto que ao correr a uma velocidade de cinco milhas por hora; entretanto, o indivíduo que optar por correr completará a milha em 6 minutos, enquanto será necessário o dobro do tempo se optar pela velocidade menor. Mas o gasto energético tanto de um quanto o de outro é aproximadamente o mesmo, ou seja, tanto para homens como mulheres, é mais dispendioso percorrer determinada distância correndo do que caminhando. Valendo também para corridas na inclinação, que tem um custo energético ainda maior se comparado a corrida em terreno plano.

Porém existem alguns fatores que podem determinar o custo energético da atividade, aumentando ou diminuindo o gasto calórico da atividade, tanto da caminhada, quanto da corrida, como a velocidade do exercício, por exemplo. A velocidade da corrida pode ser aumentada de três maneiras:

- aumentando o número de passos por minuto;
- Aumentando a distância entre os passos;
- Aumentando tanto o comprimento quanto as passadas.

De acordo com estudos, ao duplicar a velocidade da corrida de 10 para 20 km/h, o comprimento da passada aumenta 85%, enquanto a freqüência da passada aumenta apenas 9%. Aumento de velocidades acima de 23km/h eram obtidos principalmente graças ao aumento na freqüência das passadas. Esse fator explica o porque é mais econômico andar do que correr.


Dicas para quem quer começar a correr.

Uma boa postura para correr é muito importante. Corra sempre mantendo seu corpo ereto, cotovelos fletidos em aproximadamente 90 graus ao lado do corpo e mãos relaxadas com palma para baixo.

Balance os braços sempre contrários aos movimentos das pernas a cada passada.

Verifique sua Freqüência Cardíaca (FC) e veja se já está em sua Zona Alvo de Treinamento - alguns corredores usam o freqüêncímetro (Ex: marca Polar) para verificar a FC, mas em caso de não poder adquiri-lo, poderá usar a medição manual que é passível de erros.

Quando verificar que está em sua Zona Alvo de Treinamento (zona entre um limite mínimo e máximo para uma intensidade de treinamento), vá aumentando o tempo de seu treinamento dia após dia, seguindo um planejamento do seu treinamento, até chegar a seu objetivo.

Após o treinamento, faça uma volta à calma caminhando por aproximadamente 5 minutos e em seguida pare e repita os alongamentos do início da corrida.


Cuidados na pártica da corrida. 

Alguns cuidados devem ser tomados antes de se iniciar a pratica regular da corrida, como fazer uma avaliação médica e funcional, escolher um local seguro e tranqüilo para correr, escolher o melhor horário dentro da rotina diária de cada pessoa para permitir que o organismo se acostume à atividade, assim como, escolher o calçado mais adequado e preparar a musculatura para aguentar os esforços aos quais será submetida durante a corrida, praticando exercícios de fortalecimento e alongamento dos músculos envolvidos na corrida.

A musculação ajuda a prevenir lesão nos corredores ao fortalecer os músculos e aumentar a quantidade de proteína disponível no corpo - afinal, na corrida de resistência, parte da energia gasta vem da quebra de proteínas. Como é um trabalho aeróbio, a primeira fonte de energia utilizada é o carboidrato, e, em seguida, as reservas de gordura. Após essas duas fontes, o organismo busca energia nas proteínas do músculo. Se não for feito o fortalecimento muscular, o corredor de longas distâncias certamente perderá músculos durante os treinamentos e provas.

Menos músculo significa não apenas pior desempenho do atleta, mas também maior risco de lesões. Quando tem perda de massa muscular, o esportista fica com os ligamentos e cartilagens mais fracos, predispondo a entorses e à ruptura de ligamentos. Com o fortalecimento muscular correto, o corredor ganha uma reserva suplementar de energia, pois terá mais músculos para 'queimar' durante a atividade.

O treinamento de musculação para o corredor é composto por exercícios multiarticulares, que garantem um aumento de resistência, força e potência muscular, e melhoraram o equilíbrio e a propriocepção do atleta. Além de exercitar os músculos dos membros inferiores, o corredor deve fortalecer a musculatura da região lombar e abdominal que são responsáveis pelo equilíbrio e pela postura. Não esquecendo também dos membros superiores, fundamentais para a biomecânica correta do movimento de corrida.


É importante também dar ênfase ao trabalho de alongamento.


Para quem tem mais de 50 anos, o trabalho com sobrecarga também é fundamental. De acordo com a literatura, um indivíduo sedentário perde, até essa idade, aproximadamente 10% de sua massa muscular. O que provoca a diminuição da massa muscular não é só a idade, mas também o sedentarismo. A musculação ajuda a combater essa perda.

Alguns cuidados básicos:

Antes de cada sessão de treinamento, realize um aquecimento (trote) e um alongamento rápido, e ao final faça uma outra sessão de alongamento.

Não faça os treinos fortes por muitos dias seguidos. Guarde ao menos um dia de intervalo entre as sessões semanais.

Se for participar de alguma competição, diminua a intensidade do treinamento com sobrecarga pelo menos uma semana antes. Não faça sobrecarga na semana anterior à prova.

Prevenindo as lesões:

Ouça seu corpo. Terá dias em que seu corpo não estará pronto para se exercitar. Se forçá-lo pode causar lesões ao longo da corrida. Caso não se sinta bem não force a barra, pode ser que seja hora de voltar para casa.

Correr sem conhecimento e sem tomar os devidos cuidados pode trazer riscos à saúde e até lesões físicas.

Muitos corredores acham que o maior número de lesões ocorre durante um treinamento de velocidade, porém a maioria das lesões ocorrem por: excesso de volume de treinamento (muitos quilômetros percorridos), ter antecedentes de lesões e falta de descanso (overtraining).



Entre as lesões, citamos as mais comuns: 

Lesões por sobrecarga – Estas lesões são as mais freqüentes entre os corredores. Elas podem ocorrer por falta de alongamento, calçado inadequado, treino excessivo, falta de descanso, posturas erradas e repetitivas. As mais comuns são:

1) Tendinites no Tendão Calcâneo. São causadas por excesso de esforço, por contato do tendão com o tênis e por muitos estiramentos no tendão. Podemos evitar este tipo de tendinite, alongando corretamente e usando calçados adequados, que absorvam o impacto da corrida, apresentado bom amortecimento, que tenha boa estabilidade e bom acabamento, evitando o atrito contra o tendão. Esta lesão deixa o tendão inflamado, degenerado e com micro ruptura. Diante de qualquer dor, procure um médico e só recomece os exercícios com acompanhamento de um professor e de um fisioterapeuta. Se for constatada a tendinite, o ideal é deixar de correr por uns dias, assim que desaparecer a dor, substitua a corrida por outro exercício aeróbio (sem impacto no tendão) como a natação ou a bicicleta e alongamentos, por uns dias. Provavelmente o médico irá receitar compressas de gelo e antiinflamatório.

2) Osteotite do Púbis. É uma inflamação que ocorre quando, através do movimento oscilante da corrida, há uma modificação na inclinação dos ossos da pelve, provocando uma ligeira separação da articulação do Púbis, com inflamação e enrijecimento da cartilagem. Podem ocorrer dores terríveis. Geralmente, os corredores com passada muito ampla são os mais propensos a esta lesão. A recuperação é lenta e demorada. Deve-se fazer muito alongamento, principalmente do quadríceps, abdome e adutores, mas sempre com cuidado. O ideal é procurar um especialista. As compressas de gelo e calor são recomendadas, mas apenas com a autorização do médico.

3) Fraturas por Stress. Acontecem por causa de esgotamento muscular excessivo e falta de absorção de impactos acumulativos. Usar um calçado adequado, ou seja, com bom amortecimento e o descanso apropriado podem evitar este tipo de lesão. As fraturas de stress são fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma soma de quantidade de stress que não foi curada. Diagnosticada a fratura, você terá que parar de correr por algumas semanas, substituindo a corrida por outra atividade aeróbia como a natação ou o ciclismo e quando voltar a correr, iniciar em terreno macio ou grama.

4) Joelho de Corredor. É causada por má postura ao correr ou descompensação muscular. Também conhecida como Condromalacia Patelar, é muito freqüente em corredores iniciantes e em atletas. A dor é acentuada quando se desce escadas ou corre em terrenos com declive. A genética pode influenciar. (por exemplo: corredores com quadril mais largo, fazendo com que o fêmur vire para dentro). Pode-se evitar esta lesão fazendo musculação, fortalecendo os músculos, ossos, tendões, ligamentos, usando palmilhas e tênis estáveis.

5) Periostite Tibial. São mais freqüentes em atletas que correm em terrenos duros e acidentados, utilizando calçados duros. É causada por uma excessiva vibração do Periósteo que cobre a Tíbia, ocorrendo uma inflamação do mesmo. Isto causa muita dor. Evite sapatilhas com solado duro. Use calçado estável e com bom amortecimento. Se esta lesão ocorrer, não corra antes de sarar completamente. Você poderá usar compressas de gelo ou quentes, mas somente com a indicação de um médico ou fisioterapeuta.

- Entorses do tornozelo


Existem dois tipos de entorses:

- Torção para dentro (inversão), que é a mais comum, afetando os ligamentos laterais externos do tornozelo;

- Torção para fora (eversão), que ocorre girando o joelho e soltando os ligamentos internos. Não ocorre com freqüência.


Existem três graus de entorses:

- Estiramento excessivo, mas sem afetar os ligamentos (grau I);
- Ruptura parcial dos ligamentos (grau II);
- Ruptura total dos ligamentos (grau III), sendo necessário fazer cirurgia.

É sempre indicado após uma torção, fazer compressas de gelo para evitar edema e diminuir a inflamação. No caso desta lesão deve-se ficar sem correr até fazer uma consulta a um médico, para que ele analise o caso.

Outro mecanismo responsável por lesões é o chamado overtraining, ou síndrome do supertreinamento, assim como outros males que afetam nosso corpo, pode fazer um belo estrago até ser tratado.

“Virar o fio”, é assim que costumamos chamar o overtraining, ou seja, o esportista vem numa curva crescente de desempenho e de repente ela cai. Essa virada pode ser conseqüência de treinamento excessivo, descanso inadequado, acúmulo de competições e excesso de cobrança.

Não é à toa que as principais vítimas do overtraining são os atletas muito motivados, seguidores da filosofia “no pain, no gain” (sem dor, sem ganho). Esses atletas esquecem que os treinos duros deixam o corpo mais fraco - o que faz ele mais forte é o descanso. Ao treinarmos, submetemos nosso corpo a uma sobrecarga que gera uma adaptação, que nada mais é do que o ganho em condicionamento. O sono e a alimentação restauram os estoques de energia e de nutrientes, criando o ambiente ideal para que a adaptação ocorra. Se o corpo recebe uma nova sobrecarga antes de ter conseguido se recuperar, começa o desequilíbrio que pode levar ao overtraining. Aí, por mais que se treine, não se consegue nenhum resultado.

No overtraining o corpo perde a capacidade de se recuperar das sobrecargas sucessivas e entra em pane - uma pane suave, silenciosa e perigosa. Daí a lista enorme de sintomas imunológicos, neurológicos, emocionais e até musculares. O diagnóstico é difícil porque os sintomas se parecem com as conseqüências naturais de um treino forte. A diferença é que no overtraining esses sintomas tornam-se crônicos. Se você sentir depressão, fadiga prolongada e estabilização ou declínio da performance, e for descartada a possibilidade de outra doença, é aconselhável procurar um especialista em medicina do esporte.

Segundo especialistas, esse quadro de depressão é um mecanismo de defesa do atleta. Treinar exaustivamente sem se recuperar pode levar a um problema sério de saúde, até mesmo à morte súbita. A depressão obriga o atleta a parar.

O overtraining costuma ser mais comum nos atletas que treinam para provas de longa duração, mas pode ocorrer com todos os tipos de esportistas, inclusive naqueles que treinam em academias e parques. Isso foi constatado no estudo coordenado pelo Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício (CEFE), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Durante meses, pesquisaram os sintomas de overtraining em usuários de academias. O treino em grupos pode colocar indivíduos com aptidões físicas e sensibilidades ao treinamento diferentes sob o mesmo ritmo de trabalho físico.

O cansaço, a perda de peso e outros sintomas externos são apenas reflexos do desequilíbrio interno. O overtraining mexe com os hormônios. A testosterona, que influencia positivamente no desempenho diminui. O cortisol, que é o hormônio do estresse, aumenta. A redução dos níveis de testosterona retarda a recuperação. O cortisol elevado aumenta a queima de proteína e leva à perda de massa muscular. Os níveis de endorfina também podem diminuir, o que explica a sensação de fadiga e a falta de concentração apresentada por indivíduos com overtraining. Como se não bastasse, a síndrome de supertreinamento pode causar a redução do número de células vermelhas (diretamente ligadas ao desempenho aeróbio) e do aminoácido glutamina (um dos responsáveis pela manutenção da resistência imunológica). E pode vir também à perda da libido.

Onde correr:

Existem várias opções de lugares para quem gosta de correr, porém é sempre bom corrermos em locais com pouca poluição atmosférica e se o local for rodeado por árvores fica ainda melhor, por melhorar a qualidade do ar naquela região.

Porém não são todas as pessoas que tem a sorte de optar por um lugar tão magnífico como este, então podemos escolher a praia, tanto no calçadão quanto na areia (lembrando que na areia o nível de esforço físico é maior que no asfalto), parques e bosques, campos de futebol, pistas de atletismo, ou para quem não tem muito tempo ou não disponibiliza de um lugar tranqüilo ao ar livre existe a opção da esteira, que é uma corrida que pode ser realizada nas academias, clubes e até em casa.

Um outro fator que deve ser levado em consideração para quem corre ao ar livre é o horário do dia no qual será realizada a corrida. Os melhores horários são pela manhã e ao final do dia, enquanto existe iluminação do sol e a temperatura ambiente esta baixa, a qualidade do sol esta boa e associamos a corrida a um gostoso banho de sol. Devemos evitar correr no período de 11 às 15 horas, pois é nesse período em que o sol esta mais forte e pode nos fazer mal, prejudicando a performance da nossa corrida e a nossa saúde.


O que calçar:

Um bom par de tênis é muito importante para lhe garantir uma boa corrida livre de lesões. Os tênis especiais para corrida absorvem o choque das passadas e ainda estabilizam seus pés no solo.

Os melhores tênis para corrida são aqueles com sistema de amortecimento de impacto, sistema antitorção e no caso de indivíduos com desvios podais (desvios posturais dos pés), tênis com regulagem de pisada.

Um bom tênis deve: ser flexível, ter uma sola grossa, um acolchoamento para o calcanhar para o tendão de Aquiles, a sola deve ser mais larga que à parte de cima, ser confortável com bastante espaço dentro dele e ainda mais alto na parte de traz.

Como se hidratar ( o que tomar antes, durante e depois da corrida.)

A melhor bebida que existe para reposição de líquidos perdidos durante os exercícios é a água. Porém se o exercício for de longa duração ou ainda se for de longa duração realizado em períodos de calor forte, deve-se fazer uso de bebidas energéticas especializadas como gatorade® ou sport drink®, para fazer a reposição de líquidos e eletrólitos perdidos através do suor.



Papel dos carboidratos.

Os atletas que treinam para exercício de endurance tipo corrida de longa distância experimentam um tipo de fadiga crônica, no qual os dias sucessivos de treinamento duro se tornam extremamente mais difíceis. Esta "estafa" pode estar relacionada com a depleção gradual de reservas corporais de carboidratos, observada com o treinamento extenuante e repetido, até mesmo quando a dieta do atleta contém o percentual recomendado de carboidratos. Ela ocorre quando o exercício é realizado até o ponto em que o glicogênio no fígado e nos músculos ativos sofre uma redução intensa, até mesmo quando existe O2 para os músculos e a energia proveniente da gordura armazenada continua quase ilimitada.

Na corrida de longas distâncias, o combustível utilizado é o glicogênio, que está relacionado à ingestão de carboidratos. Alguns pesquisadores recomendam aumentar a ingestão dietética de carboidratos para 70% das calorias ingeridas ou mais, a fim de se evitar a depleção de reservas corporais de glicogênio e induzir uma preservação de proteínas com os dias sucessivos de treinamento árduo. Com o treinamento mais moderado, a ingestão pode ser reduzida para 50-60% de carboidratos.

Mesmo que o indivíduo tenha uma dieta rica em carboidratos, deve ingerir carboidrato até, pelo menos 4 horas após o exercício prolongado e exaustivo, para restaurar os níveis musculares de glicogênio, apesar do glicogênio hepático ser restaurado rapidamente. Alguns indivíduos podem até levar mais de cinco dias para restabelecer os níveis musculares de glicogênio, quando a dieta contém quantidades moderadas de carboidrato. Isso certamente proporciona uma justificativa nutricional de alguns técnicos e treinadores reduzirem gradualmente ou minorar a intensidade das sessões de treinamento vários dias antes de uma competição.

No exercício intenso, o glicogênio muscular armazenado e a glicose carreada pelo sangue constituem os principais fornecedores de energia nos primeiros minutos do exercício, nos quais o fornecimento de O2 não satisfaz as demandas do metabolismo aeróbico, assim como durante um exercício de alta intensidade. Durante o estágio inicial do exercício, a captação de glicogênio sanguíneo circulante pelos músculos aumenta bruscamente e continua aumentando à medida que o exercício progride. Por volta do décimo quarto minuto de exercício, a captação de glicose aumenta até entre sete e 20 vezes a captação em repouso, dependendo da intensidade do exercício. O aumento na contribuição percentual de carboidratos durante o exercício intenso é explicado, pelo fato de ser o único nutriente que fornece energia quando o oxigênio fornecido aos músculos é insuficiente em relação às necessidades de O2.

A diminuição de sua disponibilidade em nosso organismo resulta em fadiga e conseqüente queda no desempenho. Veja a seguir como deixar os estoques de carboidrato sempre em ordem, sem que isso pese na sua balança.


Antes da corrida.

Na refeição anterior ao treino, o ideal é consumir alimentos ricos em carboidratos com baixo índice glicêmico, ou seja, carboidratos que são absorvidos lentamente pelo organismo. Assim, eles serão liberados aos poucos durante a corrida, evitando-se a hipoglicemia, que é a queda da taxa de glicose no sangue.

Como a falta de carboidratos causa fadiga e queda de desempenho, treinar em jejum é totalmente contra-indicado. Também não se deve comer logo antes de correr. Se essa refeição for um lanche, pode ser feita duas horas antes do exercício; se for um almoço, deve ser feita três a quatro horas antes. Se algum alimento permanece no estômago ao se iniciar o exercício, o atleta pode se sentir nauseado e com um certo desconforto, uma vez que o fluxo sangüíneo será desviado do sistema gastrointestinal para os músculos. Para não correr o risco de sentir fome na hora da corrida, como uma fruta (banana, maçã, mamão ou pêra) 15 minutos antes do treino.



Durante a corrida.

A ingestão de carboidratos durante exercícios com mais de uma hora de duração pode melhorar o desempenho porque fornece glicose para os músculos que estão trabalhando. Se não houver reposição, algumas pessoas podem apresentar sintomas de hipoglicemia, com fadiga muscular local e perda de rendimento. Durante a atividade, o consumo ideal é de 25 a 35g de carboidrato a cada 30 minutos.

Para uma hora de corrida, leve com você uma banana, gel de carboidrato (1,5 a 2 unidades), barra de cereal (2 unidades) ou isotônicos (600 a 1000ml) - bebidas energéticas.

Depois da corrida.

O processo de recuperação envolve a restauração dos estoques de glicogênio do fígado e dos músculos, além de reposição de líquidos e eletrólitos perdidos através do suor. É importante ingerir carboidratos imediatamente após o exercício para que a reposição do glicogênio muscular seja completa. Consuma alimentos ricos em carboidratos com alto índice glicêmico, porque a absorção é rápida. A quantidade ideal é de cerca de 100g de carboidrato nos primeiros 30 minutos após o exercício. A adição de 5 a 9g de proteína a essa recomendação ajuda na produção do glicogênio muscular.


Outras dicas que você precisa saber sobre a corrida.


Se você tem a intenção de começar a correr, ótimo! Se você já corre, melhor ainda! Esta é uma excelente atividade física, desde que seja feita com orientação (para fazer a atividade corretamente, garantindo benefícios com segurança para a sua saúde e eficiência de resultados) preferencialmente de um professor de Educação Física.

Como foi dito, correr melhora o condicionamento cardiorespiratório, fortalece os ossos, músculos, tendões e ligamentos, além de eliminar as gordurinhas que incomodam a maioria das pessoas. Mas há algumas coisas importantes que o corredor deve saber para não se machucar e ter lesões sérias.



Preste atenção nos itens abaixo:

Faça uma avaliação física antes de iniciar a atividade.
O programa de treinamento deve ser progressivo (de acordo com o seu nível de condicionamento físico).
Faça alongamentos antes e depois da corrida.
Intercale a corrida com outras atividades aeróbias (em dias alternados), para não se fadigar com a corrida.
Use roupas e calçados apropriados para corrida.
Tenha sempre o acompanhamento de um profissional de Educação Física, Nutricionista e de um médico que entenda de Medicina Esportiva.
- Marque a freqüência cardíaca para saber o grau de esforço a que está se submetendo. Cada batida do coração bombeia uma quantidade determinada de sangue para a corrente sanguínea visando nutrir e oxigenar os músculos. Com o hábito da corrida, você faz com que o seu coração se desenvolva, fique maior e mais forte do que o coração de uma pessoa sedentária. Assim ele bombeia o sangue com maior eficiência e isso faz com que a sua freqüência cardíaca seja menor para movimentar um mesmo fluxo sanguíneo a cada minuto. Você passará a correr mais para um mesmo número de batimentos cardíacos. Para saber a faixa ideal de batimento cardíaco, o ideal é fazer um teste de esforço máximo, como o teste ergo espirométrico, mas enquanto não faz o teste, você pode fazer a seguinte fórmula: 220 - idade (para homens), e 226 - idade (para mulheres). A partir daí, trabalhe numa faixa de 65% a 75% de intensidade do valor encontrado ao final da equação.
Você sabe como está a sua pressão? A pressão sanguínea demonstra a resistência apresentada nos capilares, o caminho do sangue e a força com que o coração trabalha para distribuir o sangue. Se você tem um melhor condicionamento físico (fazendo exercícios regularmente) e segue uma alimentação balanceada, a pressão se torna menor. Por isso, o exercício é um ótimo aliado contra a pressão alta. Na verdade, durante o exercício físico a pressão tende a subir, mas o nosso organismo se adapta a situação, permitindo a dilatação ou constrição dos vasos sanguíneos, ajudando a mantê-la estável.

Depois destes fatores, há ainda outros que o corredor precisa conhecer e saber se estão normais. São eles:


Nível de ferro.

Se a quantidade de ferro está baixa, poderá surgir a anemia, gerando cansaço e impossibilitando a manutenção do nível de esforço. O médico deve ser informado de que você é corredor, pois os esportistas, podem apresentar uma falsa anemia. Ou seja, o treinamento aumenta o volume total de sangue por um incremento do líquido plasmático. O sangue se dilui e a concentração de hemoglobina fica mais baixa, com níveis próximos a anemia. Apesar disso não há anemia. O número de glóbulos vermelho não mudou. O médico deverá interpretar o seu exame.


Nível de colesterol.

Já sabemos que a corrida aumenta o nível de colesterol bom (HDL) e este possui uma enzima que ajuda a romper o colesterol ruim (LDL), evitando doenças cardíacas. Por isso fique por dentro de como anda o seu nível de colesterol.

Gordura corporal.

Os valores ideais de porcentagem de gordura para os corredores competitivos são muito baixos (em média de 8% para homens e de 8% a 12% para mulheres). A porcentagem de gordura acima do normal (acima de 20% para homens e de 25% para mulheres) afeta o rendimento no esporte.
A partir destes fatores você vê a importância de ter uma boa orientação para conseguir bons resultados e sem riscos para a sua saúde.







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